A experiência da Marta na República Checa

“Mountains don’t meet mountains but human beings do”, disse-me uma pessoa muito especial quando chegou a Hartenberg. Não olhei ou senti esta frase na altura como sinto agora.

A minha experiência foi feita pelas pessoas que conheci. Foi essencialmente o que ouvi, o que senti cada vez que uma criança me dava um abraço, ou me ensinava uma palavra em checo (agradeço o esforço, acreditem, eu era péssima), ou quando em bom som ouvi 23 crianças na língua do meu país a dizer “amizade”.

Em Hartenberg o sonho era de todos, o projecto de um castelo, já não era só do dono, era nosso também, ficou lá pelo menos uma pedra que tocámos. Ficou também uma bandeira de Portugal que trazia comigo, a verdade é, deixei lá uma parte, e trouxe outra comigo. Duas semanas é pouco, vivam muito, quem me dera ter tido mais tempo para dar mais, nada do que dei foi suficiente perante tudo o que recebi (esta é uma certeza que qualquer voluntário tem)!

O que eu trago comigo posso contar com todos os detalhes, as histórias, as pessoas, a beleza natural de Hartenberg, mas tu voluntário, sim tu, tu tens que ir viver por ti próprio. Esta experiência mudou a minha vida, fez-me sentir mais completa. Agora tenho mais uma família, tenho mensagens de crianças que me escrevem, tenho o coração cheio, e acredita futuro voluntário, isto é inexplicável (e eu tentei durante 45 minutos terminar esta frase).

Por isso, vai, vai e tenta acabar esta frase! (Eu fico feliz por não conseguir; ser inexplicável é o que torna isto tão único).

A experiência da Mariana em Arraial d’Ajuda, Brasil

A ida para Arraial D’Ajuda foi um sonho concretizado e não podia ter corrido melhor!

Escolhi Arraial D’Ajuda, pois seria a primeira vez iria viajar sozinha, para outro país e iria estar um mês longe de casa e de tudo o que conhecia, e pelas minhas pesquisas e pelo que ouvia dizer de quem já lá tinha estado, era um lugar simpático, de boa gente, cheio de cor, lindas praias e boa comida. Pareceu-me perfeito para a minha aventura. E foi!

Encontrei assim a Associação com quem fui trabalhar, que me surpreendeu pela sua organização, valores, educação e amor que transmite às cerca de 150 crianças que acolhe diariamente e que me acolheu também a mim, como se ali pertencesse desde sempre. Fiz amigos que sei que são para a vida.

O lema da Associação é algo que se respira diariamente e que se entranha em nós para sempre: “Gentileza gera gentileza. Amor gera amor. Harmonia gera harmonia”.

Todos os meses é escolhido um tema para ser falado, estudado e apresentado. Durante o mês em que estive lá, o tema era “Trabalho” e todas as crianças sonharam com a profissão que gostariam de ter, pesquisaram, com ajuda das educadoras e voluntárias, sobre várias profissões e no final, fizeram uma exposição a fazer lembrar uma Futurália dos pequeninos.

Não há um dia em que não pense no que ali vivi. Sim foi só um mês mas senti que estava em casa, que pertencia aquele lugar. Espero puder voltar lá e reencontrar todas aquelas pessoas que contribuíram para o meu crescimento e realização pessoal e que fazem agora parte de mim. Sem dúvida que foi a melhor experiência da minha vida e parece cliché mas faz todo o sentido dizer que se ganha muito mais do que o que se dá em fazer voluntariado.

A experiência do Vasco na Catalunha

Desde os 18 anos que faço voluntariado. Este ano decidi fazê-lo para além fronteiras. Desde o dia 27 de Junho até dia 11 de Julho estive numa aldeia chamada Hostalric, na Catalunha.

Eu e mais 9 voluntários estivemos durante 15 dias a trabalhar junto a um arqueólogo na preservação e limpeza de uma parte do forte da aldeia. Foi uma descoberta porque é completamente distinto do voluntário que faço em Portugal.

Por isto mesmo foi uma experiência inigualável e que me deixou totalmente preenchido. Não só pelo trabalho (a princípio pensado ser impossível de finalizar em apenas duas semanas) que lá deixámos completo, mas por todas as outras componentes que vêm como consequência desta experiência.

Digo desde já que, só o conhecer pessoas de sítios e backgrounds diferentes num local onde nunca nenhum de nós tinha estado, por si só já é bastante rico. É estar ali durante duas semanas a trabalhar lado a lado para um bem comum com pessoas tão boas e puras. Não há como explicar isto. Só vivendo-o!

Nesta fotografia estávamos prestes a ajudar a servir às mesas durante o jantar da festa local. Foi a actividade certa para interagirmos com pessoas locais que estavam interessadíssimas em saber como estavam a correr as escavações no forte. Não foram só as escavações que nos preencheram durante duas semanas. Houve uma panóplia de actividades super interessantes e divertidas que nos puseram em contacto directo com a cultura e as pessoas de lá.

Ao final destas duas intensas semanas não me podia sentir mais feliz e preenchido do que estou. Foi excelente! E para repetir! Quero aqui deixar o meu agradecimento ao Para Onde? por me proporcionar uma experiência destas. Foi fantástico! Que saudades já… Agora é não parar! Até à próxima!

A experiência da Carolina em Espanha

Pela primeira vez viajei sozinha, para um país diferente, com uma língua diferente, com alguns medos, mas acima de tudo com uma enorme vontade de ir dar um pouco de mim aos outros.

Fazer este voluntariado foi uma aventura e um experiência única que já mais vou esquecer! Descobri que aquilo que muitas vezes consideramos como o mais limitante pode se tornar o mais desafiante! Mesmo com um baixo nível de Inglês e de Espanhol consegui comunicar com os outros voluntários que estavam comigo, é incrível a nossa capacidade de adaptação.

Foram duas semanas cheias de actividades com as crianças, desde idas à piscina, ao rio, ao parque de diversões, ao parque de aventura, mas também cheias de actividades com os voluntários. Uma partilha de culturas, costumes, conhecimentos que me enriqueceram e me fizeram crescer.

Regresso a Portugal de coração cheio com tudo aquilo que ganhei nesta experiência!

A experiência da Vanda no Kosovo

Chegámos bem (ao final da noite de ontem, depois de um voo turbulento), extremamente emocionadas ( foi muito difícil dizer adeus) e exaustas. Saudavelmente exaustas! ✨?☺️

Estamos extremamente felizes e agradecidas por nos terem permitido fazer parte de tudo isto. Foi uma experiência, em tudo, gratificante e genuinamente maravilhosa.

Iniciámos a missão na construção de um caminho para os visitantes o que, provocado pela vegetação selvagem, inclinação do piso, os mosquitos que não nos largavam e o calor intenso que se fazia sentir, tornou esta primeira tarefa extremamente árdua. Mas, conseguimos! ? E em menos tempo que inicialmente previsto! ? Todo o grupo se empenhou. Foi um orgulho para todos! E ainda acrescentamos escadas e pintámos placas inspiradoras e engraçadas para motivar os visitantes a ter um passeio mais agradável!

Pintámos sacos e atravessámos 10km de montanha a pé para vende-los no festival. Fomos todos uns heróis! O cansaço nunca nos destronou e conseguimos algum lucro para ajudar na causa da defesa dos ursos pardos! O espírito de grupo foi estrondoso ?

 

 

E divertimo-nos, muito! Fizemos amigos, superámo-nos!

Já sentimos saudades de tudo e mais alguma coisa. Até do desconforto de dormir na tenda num país com tempo bipolar ? (noites muito frias e dias tórridos). Tenho tanta coisa para vos mostrar! Neste texto já não cabe mais entusiasmo ??

A experiência da Joana no Tarrafal, Cabo Verde

Que mês incrível! Acabo de vivenciar um dos melhores meses da minha vida, se não o melhor! O Tarrafal foi palco de um conjunto de momentos que trago no coração e que levo para a vida.

Foi preciso tão pouco para que todos estes dias tivessem algo de especial. O essencial bastou para viver em plenitude cada momento.

Todos os dias tomei banho de água fria (e a mim isso custa-me tantooo) mas nesses dias todos eu recebi tantos mas tantos abraços cheios de carinho, tantos sorrisos cheios de verdade que o meu coração esteve sempre sempre quentinho 🙂

Voltei a sentir o quanto é bom conhecer pessoas novas, fazer amizades e deixar que essas pessoas marquem a nossa vida e consigam ficar num cantinho do nosso coração.

 

Aprendi que nem sempre se joga futebol descalço pela necessidade de uns ténis mas sim pela necessidade de usar os nossos sentidos, sentido o solo em contacto com os nossos pés.

Vim com o intuito de fazer a diferença na vida de alguém e vou com a certeza de que cada um daqueles pequenotes conseguiu fazer a diferença na minha vida.

Foram 30 dias que passaram a voar e como tal aconselho a fazerem no mínimo 2 meses, mas caso não tenham oportunidade para tal, então façam 1 mês, mas façam voluntariado!!!

Agora fica o desejo de regressar para voltar a encontrar os sorrisos que deixo para trás.

Um sincero obrigado ao Para Onde? e à Mariana por esta experiência.

Joana Tomé