Susana, Ilha do Maio 🇨🇻

Chegada a Portugal mas com o coração e o pensamento, ainda, no Maio. Foi ir sem expectativa e sem história e regressar com um sorriso rasgado e a alma preenchida.

Fui, de facto, muito feliz no Maio. A minha missão era ambiental através da proteção das tartarugas, mas naquela ilha de terra castanha e água turquesa eu encontrei uma felicidade indiscritível. Encontrei amor, carinho, histórias para contar, amigos para a vida.

No Maio aprendi a valorizar as pequenas coisas e os grandes gestos. Aprendi a beleza da natureza e a amizade do ser humano. Aprendi que, no final das contas, a infraestrutura onde dormes ou comes não importa.

Deixam de importar os banhos de copo, as portas fechadas por pedras ou os buracos no teto. Começas a valorizar o amor, a compreensão e o apoio que sentes dentro daquela que passa a ser a tua segunda casa.

Deixa de importar se dormes na areia ou se te assustas com o barulho das ondas, porque acima de ti está o céu estrelado mais bonito que alguma vez pudeste ver, e ao teu lado desova um animal extraordinariamente maravilhoso que te ensina a apreciar um processo calmo e instintivamente programado.

O Maio é um lugar mágico. É cor, paz e alegria. É liberdade. É sonho. É gente de falas fáceis. É gente de gestos bonitos.

No Maio deixei um pouco de mim, e trouxe comigo muito de lá. Obrigada, Maio, por me teres dado a oportunidade de te conhecer. Prometo que volto em breve. 💙