A Experiência da Rosarlette na Guiné

Guiné-Bissau, lugar por onde entrei pela primeira vez na África, num espaço sonhado e pintado de forma intuitiva em meus quadros. Lugar onde se tem acolhida sincera, consideração e respeito, troca de afeto, simplicidade e de onde trago saudade de tudo e de todos.

A Guiné, como a África, vai além do que livros, noticiários ou informações de terceiros possam dar. A África tem que ser vivida para depois ser narrada e sentida dentro de quem tiver essa oportunidade de vivenciá-la.

É um bombardeio de imagens, reflexões, conhecimento e reconhecimento que nos deixam atordoados, quando retornamos para nossos lares fora desse continente misterioso, místico e que guarda tantas interrogações, tantas carências, tanta riqueza cultural e natural.

Me senti na Bahia em alguns momentos, é um povo que se sente irmanado com o Brasil e tem todos os motivos para assim sentir.

Guiné-Bissau, guarda muitos problemas sociais e políticos, mas é constituída de um povo forte, resistente, resiliente, que apesar de todas as adversidades tem sempre um sorriso estampado no rosto, crianças que brincam de ser crianças, apesar das referências negativas dos meios de comunicação e de alguns adultos com formação desestruturada socialmente.

Como artista plástica e professora, tive o prazer e a oportunidade de dar aulas de pintura e desenho para os adolescentes e de desfrutar momentos interessantes de arte com as crianças, que sempre estiveram à nossa volta trazendo seu carinho e alegria.

Desfrutar dessa experiência foi muito mais interessante por estar acompanhada de voluntárias muito queridas, parceiras que agora fazem parte da minha história de vida, como também acolher amizades guineenses que marcaram momentos importantes durante esse voluntariado e que também ficarão eternizadas comigo.

Se valeu a pena? Claro, sem dúvida!!!!! Agora só fica muita saudade e a vontade de fazer tudo outra vez.