Margarida, Zanzibar 🇹🇿

Fui para Zanzibar durante 1 mês a acreditar que seria suficiente e que teria imensas saudades de casa e, 1 semana depois de voltar, consigo garantir que 1 mês não é de todo o suficiente, mas, sinceramente, acho que nunca existiria tempo suficiente para viver tudo o que Zanzibar tem para nos dar. 

Na formação pré-partida ensinam-nos a ir sem expetativas, mas, apesar de ser muito importante é, também, muito difícil ir sem qualquer expectativa e, acreditem, as minhas expetativas foram todas superadas. 

Fui para Zanzibar com uma mala cheia de coisas materiais e volto de lá com uma mala cheia de memórias, aprendizagens e crescimentos. Aprendi a respeitar muito mais as diferenças, aprendi a aceitar sem julgamentos, a ser muito mais resiliente e, acima de tudo, aprendi muito mais do que aquilo que ensinei. 

Na escola fazemos de tudo, apoiamos os professores com as turmas nas aulas, mas também brincamos muito nos intervalos com as crianças, temos a oportunidade de estar presentes na hora da refeição da manhã e auxiliar também nesse sentido e, posteriormente, apoiar no regresso a casa. 

Para além disto tive a oportunidade de participar na distribuição de arroz pela aldeia e, sinto que essa foi uma oportunidade que me fez alargar muito a minha visão da vida porque, nessa altura tive a oportunidade de perceber realmente em que condições é que a população e, particularmente, as crianças da escola viviam e, acreditem, nunca se está preparado para algumas realidades pelo simples facto de serem completamente diferentes daquela que estamos habituados. 

As pessoas da organização apoiaram-me em tudo e, mais do que isso, tornaram-se uma família para mim.  

No último dia que parti escrevi num mural, que existe na casa dos voluntários dedicado a antigos voluntários que: “nós nunca pensamos que a última vez é a última vez. Pensamos que teremos sempre mais, que temos para sempre, mas não temos. Por isso o meu conselho é: aproveitem os pôr do sol, os amigos, os sorrisos e as experiências”. 

Aquelas crianças e todo o povo de Zanzibar ficaram com o meu coração e sei que ficarão com o de todos que abraçarem esta experiência. Sei que um dia vou voltar! 

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