A Experiência da Kátia em S. Vicente

Uma semana depois do meu regresso a Portugal falo-vos da minha experiência em São Vicente… Não sei bem como é que isto aconteceu, foi tão rápido!
O mundo do voluntariado não era novo para mim, mas o voluntariado internacional era um sonho que nunca pensei vir a realizar… Uma amiga falou-me do Para Onde? e da experiência que viveu e, sem saber bem como, um dia estava a pesquisar tudo o que havia sobre esta organização…
Da pesquisa ao envio do primeiro e-mail passaram-se minutos! Na resposta que me foi enviada, pouco tempo depois, tive a certeza absoluta do que tinha de fazer!
Porquê São Vicente? Não sei dizer… África sempre me fascinou e, talvez, o meu gosto musical pelas mornas e coladeiras, nomeadamente pela incrível Cesária Évora, tenham influenciado a minha decisão final…

Fui tranquila, sem criar grandes expectativas. Sabia, graças à experiência de voluntariado cá, que iria sempre receber mais do que aquilo que conseguiria dar… Não por não saber dar, mas porque quando fazemos o bem e damos de coração, estamos sujeitos e receber sempre mais! E não me enganei!

Porém, assim que entrei no avião, instalou-se um nervoso miudinho e uma série de questões começaram a surgir… Nunca tinha estado um mês longe de casa, da família e dos amigos. Não sabia o que ia encontrar. Como seriam as outras voluntárias? E se eu não me conseguisse adaptar? E se, e se, e se… Mas hoje, posso dizer que só tenho um arrependimento: Não ter ficado mais tempo!

As pessoas, a cultura, a comida, os cheiros, a paisagem, os sons, tudo era diferente daquilo que alguma vez tinha visto. E, para além de ser diferente, era muito melhor do que tudo aquilo que alguma vez vi!
O lema de Cabo Verde “No Stress” é, sem dúvida, o lema que todos nós deveríamos adoptar nas nossas vidas! E seríamos tão mais felizes se assim fosse, tal como eu fui durante este mês de Julho!

Não consigo encontrar palavras suficientes para descrever a morabeza com que nos receberam o Frei Silvino, a Miriam, a Sueli, as crianças dos centros (Krequinha, Pedra Rolada e R’bera Bote), os voluntários locais e a D. Filó (a melhor cozinheira de Cachupa e de Couscous do mundo e dona de uma coração gigante).

Regressei de mala mais leve mas de coração tão cheio! Grata por todas as memórias e por todos os momentos vividos nesta ilha!

Não poderia nunca terminar este testemunho sem referir as quatro voluntárias que me acompanharam nesta aventura: Inês, Ana, Diana e Joana! Vocês são as maiores! Obrigada 🙏🏼

Sei, com toda a certeza, que irei regressar! SonCent é sab! ❤