Carolina, Santo Antão 🇨🇻

(A vida em) Santo Antão, a ilha mais verde de Cabo Verde.

Sintanton. Terra de grogue, calor e morabeza. Terra de amor. Terra de soded. Terra que me deu tantas pessoas boas e dias bonitos, os mais bonitos do meu 2021.

Já faz alguns meses que regressei desta aventura, mas ainda antes desta acabar já sabia que Santo Antão iria ser sempre casa e que as saudades iriam ser mais que muitas. Não me enganei. 

Assim que cheguei a Porto Novo rendi-me de imediato à ilha e às suas pessoas. Santo Antão vai desde as paisagens mais verdes ao mar mais azul. Aqui o tempo passa mais rápido e o calor é imenso. Não há falta de manga, nem de simpatia. As crianças são mais livres e os idosos mais felizes. 

Nesta ilha, ensinam-nos que não precisamos de muito para se ser feliz e que a simplicidade e a alegria chegam para nos fazer o dia. Em Santo Antão ensinam-nos que “a vida ê p vivê durent a vida” e que a manga se come com casca. 

Em Santo Antão somos recebidos todos os dias de braços abertos, com o amor das crianças e dos idosos, expresso através de abraços, beijos e palavras bonitas. É onde perdemos a noção do tempo e onde nos ensinam o verdadeiro significado de aproveitar o lugar e o momento presente. 

Santo Antão é ir à mercearia comprar bananas, e sair de lá com mangas oferecidas pelo senhor João. É sair de casa e ter um monte de crianças à nossa porta. Santo Antão é o mar mais salgado e o sol mais forte. Aqui o coração fica mais quentinho e a alma mais preenchida. O sorriso é mais feliz e os abraços mais sentidos. Sintanton ensina-nos a não ter pressa e que “depôs de sebe morre cá nada”.

A vida em Santo Antão é assim, leve e bonita. Quando acabávamos o voluntariado íamos para a praia “”descansar””, mas assim que chegávamos tínhamos uma turma de pequenotes à nossa espera, prontos para dar banhos de bar, para jogar às cartas, à bola ou ao elástico. Energia não faltava, àquelas crianças de coração grande e sorriso rasgado. 

A ti, Sintanton, que és uma ilha de gente boa, agradeço-te por me teres recebido tão bem, por me abraçares e por me acolheres como se fosse tua. Obrigada por me teres dado e ensinado tanto. Obrigada por teres sido casa durante dois meses. E obrigada por me teres mostrado o que é realmente a Morabeza. 

Com a água quente do mar, a cachupa pela manhã, as paisagens mais bonitas e as pessoas mais simpáticas, “Cabo Verde compensa o que não tem com aquilo que tem”. Há uns tempos ouvi esta frase, e não podia ter feito mais sentido. 

Fica dret Sintanton. Que eu prometo voltar. 

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado.