Mariana e Catarina, Moçambique 🇲🇿

Quando decidimos embarcar nesta aventura, o nosso objetivo era expandir horizontes, ajudar pessoas e conhecer uma nova cultura. Escolhemos o projeto na Vila de Marracuene, pelo facto de o programa de voluntariado apoiar o desenvolvimento social e cultural da comunidade local. Para além disso, queríamos fazer parte do grupo de pessoas capaz de tornar o mundo num lugar mais justo e melhor.
Como fomos de mente aberta e sem expetativas ficámos surpreendidas com as instalações do centro. As crianças e os funcionários receberam-nos de braços abertos, com muito amor e carinho.
Na primeira semana, fizemos um horário com uma das professoras do centro e apoiámos crianças desde o primeiro ao décimo segundo ano, nas mais variadas áreas. Acordávamos por volta das 6h30 e, por volta das 7h30, as crianças chegavam ao centro. Um facto interessante é que antes de se dirigirem às salas, os jovens juntavam-se numa sala e cantavam para agradecer mais um dia.


A seguir, íamos para as salas onde as ajudávamos a fazer os trabalhos de casa e os exercícios das disciplinas que tinham mais dificuldades. Após uma hora, tocava o sino e íamos matabichar (tomar o pequeno-almoço). De seguida, voltávamos para as salas e continuávamos a fazer os trabalhos.
Na hora de almoço, juntávamo-nos no refeitório. Antes de iniciarem a refeição, elas agradeciam a Deus pela comida que tinham no prato. Quando terminavam, iam brincar para o pátio. Música e dança estavam sempre presentes a toda a hora.

Voltávamo-nos a focar no estudo por volta das 13h30min. Depois das 15h, algumas crianças regressavam logo para casa, enquanto outras ficavam mais um pouco no centro para brincar.
Nos nossos tempos livres aproveitávamos para passear pela vila, íamos a casa de algumas crianças para conhecer os seus ambientes familiares e para lavar a roupa. Sim, aprendemos a lavar a roupa à mão! Aos fins de semana, como tínhamos um casal amigo moçambicano, eles levavam-nos para a cidade de Maputo. Na capital, aproveitámos para passear e conhecer um pouco mais a cultura moçambicana.
Quando fazemos uma retroespectativa, apercebemo-nos que todos os dias aprendíamos algo de novo. Apesar disso, partilhar com o outro foi a que prevaleceu durante toda a nossa missão. Aprendemos, também, a valorizar tudo o que tínhamos à frente, como por exemplo comida, roupa e oportunidades para aprender. Enquanto pessoas, achamos que somos mais compreensivas, pacientes, sabemos partilhar o que temos, mesmo que seja pouco, tornamo-nos mais abertas a novos desafios e com vontade de marcar a diferença na vida das pessoas.

Quando nos perguntam que dicas ou conselhos damos, dizemos sempre que tanto um como o outro variam de pessoa para pessoa. Mas, para nós, é importante as pessoas irem de mente aberta e sem expectativas. Recetividade e paciência também são fundamentais para te dares a conhecer e aprenderes a cultura e a realidade deles. Por fim, as pessoas que querem fazer voluntariado devem estar sempre prontas a ajudar e nunca esperem que vos digam o que fazer, façam por iniciativa própria.

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