Carolina, Algarve 🇵🇹

O Campo de Voluntariado na Lura – “Aprender Naturalmente” foi para mim uma experiência que ficará para sempre guardada no meu coração. Para ser sincera, inicialmente poucas expectativas tinha criado para esta semana e dúvidas relativas ao meu futuro desempenho não faltavam, visto que até então nunca tinha lidado com crianças desta forma. Não sabia se me iria dar bem com as crianças, se elas iriam gostar de mim, se iria ser divertida, se iria
conseguir impor respeito… Enfim, quando entrei pelos portões da quinta, digamos que eram poucos os receios que tinha.

No entanto, estes receios foram desaparecendo nos primeiros dias e deram lugar a um entusiasmo puro pelo dia seguinte. Começávamos o dia, normalmente, por atividades mais direcionadas ao campo. Para o final da manhã, quando já estávamos extasiadas, era hora de ir para a piscina com as crianças. E que bem que sabia!


Comíamos sempre as refeições juntamente com elas, para ajudar no que fosse preciso e para dar o exemplo quando a sopa era menos apetitosa que o costume… A tarde era geralmente passada a fazer alguma atividade criativa com as crianças que as educadoras (a Sara e a Adriana) tinham definido previamente, seguida de muita brincadeira, lanche e
com o final do dia a acabar sempre muito fresquinho pela piscina! Estes dias felizes levaram-me a nutrir um carinho especial por todos os miúdos que só aumentava com o passar dos dias, a ter grande admiração pela Sara e pela sua forma de viver a vida, e a agradecer a maravilhosa equipa de voluntários da qual fazia parte!


Tanto o trabalho no campo como o cuidar das crianças não era pêra doce, no entanto o à vontade e a confiança que a Sara nos transmitia tornava tudo mais fácil. Digo com segurança que me senti como em casa durante esta semana. O maior desafio foi, sem dúvida, despedirmo-nos das crianças. Uma semana soube a pouco, saí com vontade de mais! “Aprender Naturalmente” e as pessoas que fizeram parte dele inspiraram-me! Se tinha entrado neste Campo cheia de receios, a saída foi feita com uma única certeza: a de que este não será o meu último contacto com voluntariado!