A experiência da Delfina na Ilha da Boavista, Cabo Verde

Cheguei da Ilha da Boavista, Cabo Verde, há uma semana. Andei estes últimos dias a digerir o que vivi. Quando sai de Portugal ia com muito entusiasmo mas com poucas expectativas. Ainda bem!!

 

Muita coisa me surpreendeu, desde a dificuldade em entender as crianças (falam essencialmente o crioulo) até à dificuldade em liderar crianças que têm uma cultura nova para mim. As actividades que levava “na manga” transformaram-se noutras brincadeiras bem diferentes.

 

 

Tudo importou, e muito, para a minha aprendizagem. Mas, o que, de verdade, mais fica, o que importa mesmo, são os sorrisos cheios das crianças, a cada dia que passava mais abertos. Guardo todos os sorrisos, brincadeiras e aprendizagens no meu coração.

 

 

Os colaboradores da Associação foram sempre muito simpáticos. Quero estar ligada a esta associação para sempre :)

Sem dúvida, uma inesquecível experiência que adorei! Vim muito mais rica. Grata pela oportunidade Para Onde!!

 

A experiência da Helena na Croácia

Kuterevo foi uma experiência mais do que fantástica. Qualquer coisa de outra dimensão. Sinto-me abençoada por ter feito parte do projecto ‘Bear the Peace 2’ com o grupo de pessoas incríveis. Um grupo que se uniu com o propósito de arte e terminou com a lágrima no canto do olho pela indescritível conexão entre todos. Objectivos atingidos. Almas cheias. Cada um de nós uma estrela, todos unidos, uma constelação. Mais uma num céu cheio de cor, em prol da paz.

 

Estar lá representa reduzir o ritmo cardíaco. Aceitar com paciência o ritmo natural das coisas e as exigências de uma vivência em comunidade. ‘Back to basics’ faz sentido na hora que nivelamos a frequência e começamos a fluir nas bases de uma existência sustentável. As dinâmicas são simples, numa organização em que cada um sabe o seu papel e o seu lugar. Há respeito. Nada seria sem isto. Apesar da anarquia aparente, cada espaço individual é respeitado, existe liberdade mas cada um sabe os limites. fronteiras imateriais que só nos fazem perceber o conforto que a paz nos dá.

Tenho nas mãos restos de tinta e no coração todas as experiências que vivi e pessoas que conheci. Levo comigo ‘the Kuterevo Spirit’.

‘Make the peace. Find the peace.’

A experiência da Marta na República Checa

“Mountains don’t meet mountains but human beings do”, disse-me uma pessoa muito especial quando chegou a Hartenberg. Não olhei ou senti esta frase na altura como sinto agora.

A minha experiência foi feita pelas pessoas que conheci. Foi essencialmente o que ouvi, o que senti cada vez que uma criança me dava um abraço, ou me ensinava uma palavra em checo (agradeço o esforço, acreditem, eu era péssima), ou quando em bom som ouvi 23 crianças na língua do meu país a dizer “amizade”.

Em Hartenberg o sonho era de todos, o projecto de um castelo, já não era só do dono, era nosso também, ficou lá pelo menos uma pedra que tocámos. Ficou também uma bandeira de Portugal que trazia comigo, a verdade é, deixei lá uma parte, e trouxe outra comigo. Duas semanas é pouco, vivam muito, quem me dera ter tido mais tempo para dar mais, nada do que dei foi suficiente perante tudo o que recebi (esta é uma certeza que qualquer voluntário tem)!

O que eu trago comigo posso contar com todos os detalhes, as histórias, as pessoas, a beleza natural de Hartenberg, mas tu voluntário, sim tu, tu tens que ir viver por ti próprio. Esta experiência mudou a minha vida, fez-me sentir mais completa. Agora tenho mais uma família, tenho mensagens de crianças que me escrevem, tenho o coração cheio, e acredita futuro voluntário, isto é inexplicável (e eu tentei durante 45 minutos terminar esta frase).

Por isso, vai, vai e tenta acabar esta frase! (Eu fico feliz por não conseguir; ser inexplicável é o que torna isto tão único).

A experiência da Mariana em Arraial d’Ajuda, Brasil

A ida para Arraial D’Ajuda foi um sonho concretizado e não podia ter corrido melhor!

Escolhi Arraial D’Ajuda, pois seria a primeira vez iria viajar sozinha, para outro país e iria estar um mês longe de casa e de tudo o que conhecia, e pelas minhas pesquisas e pelo que ouvia dizer de quem já lá tinha estado, era um lugar simpático, de boa gente, cheio de cor, lindas praias e boa comida. Pareceu-me perfeito para a minha aventura. E foi!

Encontrei assim a Associação com quem fui trabalhar, que me surpreendeu pela sua organização, valores, educação e amor que transmite às cerca de 150 crianças que acolhe diariamente e que me acolheu também a mim, como se ali pertencesse desde sempre. Fiz amigos que sei que são para a vida.

O lema da Associação é algo que se respira diariamente e que se entranha em nós para sempre: “Gentileza gera gentileza. Amor gera amor. Harmonia gera harmonia”.

Todos os meses é escolhido um tema para ser falado, estudado e apresentado. Durante o mês em que estive lá, o tema era “Trabalho” e todas as crianças sonharam com a profissão que gostariam de ter, pesquisaram, com ajuda das educadoras e voluntárias, sobre várias profissões e no final, fizeram uma exposição a fazer lembrar uma Futurália dos pequeninos.

Não há um dia em que não pense no que ali vivi. Sim foi só um mês mas senti que estava em casa, que pertencia aquele lugar. Espero puder voltar lá e reencontrar todas aquelas pessoas que contribuíram para o meu crescimento e realização pessoal e que fazem agora parte de mim. Sem dúvida que foi a melhor experiência da minha vida e parece cliché mas faz todo o sentido dizer que se ganha muito mais do que o que se dá em fazer voluntariado.

A experiência do Vasco na Catalunha

Desde os 18 anos que faço voluntariado. Este ano decidi fazê-lo para além fronteiras. Desde o dia 27 de Junho até dia 11 de Julho estive numa aldeia chamada Hostalric, na Catalunha.

Eu e mais 9 voluntários estivemos durante 15 dias a trabalhar junto a um arqueólogo na preservação e limpeza de uma parte do forte da aldeia. Foi uma descoberta porque é completamente distinto do voluntário que faço em Portugal.

Por isto mesmo foi uma experiência inigualável e que me deixou totalmente preenchido. Não só pelo trabalho (a princípio pensado ser impossível de finalizar em apenas duas semanas) que lá deixámos completo, mas por todas as outras componentes que vêm como consequência desta experiência.

Digo desde já que, só o conhecer pessoas de sítios e backgrounds diferentes num local onde nunca nenhum de nós tinha estado, por si só já é bastante rico. É estar ali durante duas semanas a trabalhar lado a lado para um bem comum com pessoas tão boas e puras. Não há como explicar isto. Só vivendo-o!

Nesta fotografia estávamos prestes a ajudar a servir às mesas durante o jantar da festa local. Foi a actividade certa para interagirmos com pessoas locais que estavam interessadíssimas em saber como estavam a correr as escavações no forte. Não foram só as escavações que nos preencheram durante duas semanas. Houve uma panóplia de actividades super interessantes e divertidas que nos puseram em contacto directo com a cultura e as pessoas de lá.

Ao final destas duas intensas semanas não me podia sentir mais feliz e preenchido do que estou. Foi excelente! E para repetir! Quero aqui deixar o meu agradecimento ao Para Onde? por me proporcionar uma experiência destas. Foi fantástico! Que saudades já… Agora é não parar! Até à próxima!

A experiência da Carolina em Espanha

Pela primeira vez viajei sozinha, para um país diferente, com uma língua diferente, com alguns medos, mas acima de tudo com uma enorme vontade de ir dar um pouco de mim aos outros.

Fazer este voluntariado foi uma aventura e um experiência única que já mais vou esquecer! Descobri que aquilo que muitas vezes consideramos como o mais limitante pode se tornar o mais desafiante! Mesmo com um baixo nível de Inglês e de Espanhol consegui comunicar com os outros voluntários que estavam comigo, é incrível a nossa capacidade de adaptação.

Foram duas semanas cheias de actividades com as crianças, desde idas à piscina, ao rio, ao parque de diversões, ao parque de aventura, mas também cheias de actividades com os voluntários. Uma partilha de culturas, costumes, conhecimentos que me enriqueceram e me fizeram crescer.

Regresso a Portugal de coração cheio com tudo aquilo que ganhei nesta experiência!

A experiência da Vanda no Kosovo

Chegámos bem (ao final da noite de ontem, depois de um voo turbulento), extremamente emocionadas ( foi muito difícil dizer adeus) e exaustas. Saudavelmente exaustas! ✨?☺️

Estamos extremamente felizes e agradecidas por nos terem permitido fazer parte de tudo isto. Foi uma experiência, em tudo, gratificante e genuinamente maravilhosa.

Iniciámos a missão na construção de um caminho para os visitantes o que, provocado pela vegetação selvagem, inclinação do piso, os mosquitos que não nos largavam e o calor intenso que se fazia sentir, tornou esta primeira tarefa extremamente árdua. Mas, conseguimos! ? E em menos tempo que inicialmente previsto! ? Todo o grupo se empenhou. Foi um orgulho para todos! E ainda acrescentamos escadas e pintámos placas inspiradoras e engraçadas para motivar os visitantes a ter um passeio mais agradável!

Pintámos sacos e atravessámos 10km de montanha a pé para vende-los no festival. Fomos todos uns heróis! O cansaço nunca nos destronou e conseguimos algum lucro para ajudar na causa da defesa dos ursos pardos! O espírito de grupo foi estrondoso ?

 

 

E divertimo-nos, muito! Fizemos amigos, superámo-nos!

Já sentimos saudades de tudo e mais alguma coisa. Até do desconforto de dormir na tenda num país com tempo bipolar ? (noites muito frias e dias tórridos). Tenho tanta coisa para vos mostrar! Neste texto já não cabe mais entusiasmo ??

A experiência da Joana no Tarrafal, Cabo Verde

Que mês incrível! Acabo de vivenciar um dos melhores meses da minha vida, se não o melhor! O Tarrafal foi palco de um conjunto de momentos que trago no coração e que levo para a vida.

Foi preciso tão pouco para que todos estes dias tivessem algo de especial. O essencial bastou para viver em plenitude cada momento.

Todos os dias tomei banho de água fria (e a mim isso custa-me tantooo) mas nesses dias todos eu recebi tantos mas tantos abraços cheios de carinho, tantos sorrisos cheios de verdade que o meu coração esteve sempre sempre quentinho :)

Voltei a sentir o quanto é bom conhecer pessoas novas, fazer amizades e deixar que essas pessoas marquem a nossa vida e consigam ficar num cantinho do nosso coração.

 

Aprendi que nem sempre se joga futebol descalço pela necessidade de uns ténis mas sim pela necessidade de usar os nossos sentidos, sentido o solo em contacto com os nossos pés.

Vim com o intuito de fazer a diferença na vida de alguém e vou com a certeza de que cada um daqueles pequenotes conseguiu fazer a diferença na minha vida.

Foram 30 dias que passaram a voar e como tal aconselho a fazerem no mínimo 2 meses, mas caso não tenham oportunidade para tal, então façam 1 mês, mas façam voluntariado!!!

Agora fica o desejo de regressar para voltar a encontrar os sorrisos que deixo para trás.

Um sincero obrigado ao Para Onde? e à Mariana por esta experiência.

Joana Tomé

 

A experiência da Filipa em Itália

Para onde? Não importa! Importante é ir! E eu fui para Milão, Itália e foi uma valente surpresa! Senti que por vezes perdemos a noção das horas e do dia da semana e estar no workcamp, mesmo que pouco tempo, soube a muito!

Sinto que fui abençoada pela oportunidade, porque não foi só a Instituição onde trabalhei que ganhou, eu trouxe a mala muito mais pesada, de gente fantástica e de histórias sem igual, de arrepiar, dos outros 9 voluntários e das pessoas com quem tive oportunidade de me cruzar!

E foi uma dessas histórias, de uma das “rainhas”, que ao ouvi-la me fez regressar no tempo, exactamente para o primeiro dia que comecei o voluntariado numa casa de saúde e o sentimento / pensamento foi o mesmo: Tenho tanta sorte na minha vida! Por mais que possa ver defeitos nela, tenho o principal, o que mais importa e o que mais me suporta! Não há como duvidar disso depois de viver esta experiência!

O trabalho por terras italianas passou por reconstruir quartos do hostel, ou arranjar o jardim para em breve a Instituição receber o festival “Da vicino nessuno è normale” (“de perto, ninguém é normal!”). Outro ponto da nossa passagem por lá foi ouvir e conviver com os utentes, fazer estas pessoas com problemas de saúde mental sentirem-se especiais, que são. E ainda tivemos o privilégio de fazer pasta fresca para ser vendida no próprio restaurante!

Alguns dias foram mais cansativos, mas chegava sempre ao fim de sorriso rasgado, nada superava a felicidade do dever cumprido!

Em suma, espremendo esta grande laranja doce, o sumo obtido é: “a melhor maneira de se ser feliz é contribuir para a felicidade dos outros!” E eu fui feliz!

A experiência da Joana na Favela da Rocinha, Rio de Janeiro

Estas linhas que hoje escrevo são muito mais do que um relato de uma experiência de voluntariado internacional. São o relato do início de um processo de transformação e de auto conhecimento que só é permitido àqueles que tem coragem para destruir os “muros de Berlim” que nos ocupam a cabeça.

Descobri o Para Onde? através de uma publicação no Facebook e interessei-me pelo extraordinário trabalho de compilação e informação que dispunham para todos os interessados em fazer voluntariado internacional. Há coisas que tu sabes que vão acontecer na tua vida porque tens o livre arbítrio para as escolher e naquele dia eu decidi que queria fazer parte do projeto de voluntariado no Brasil, mais precisamente na Favela da Rocinha no Rio de Janeiro. Eu já lá tinha estado, de visita, e conhecia a paisagem, os cheiros, os olhares e as movimentações, sabia bem o que ia encontrar.

Tinha plena consciência que ia atravessar algumas dificuldades antes da partida e não me enganei. Decidi desafiar uma amiga, a Andreia, para me acompanhar. Sem hesitar ela aceitou e fizemos a candidatura juntas. Fomos aceites pela ONG local e estava dado o primeiro passo para a nossa grande aventura. Foi a partir desse momento que começaram a surgir as dificuldades.

Na minha cabeça só mantinha um pensamento: um problema de cada vez e tudo se há-de resolver. Comecei por pedir autorização no trabalho para estar de “férias” durante todo o mês. Apesar de algumas reticências iniciais e da tentativa de me demover, a minha chefe autorizou e agradeço-lhe por isso.

O segundo desafio foi comunicar à família a minha decisão, e naturalmente as reações não foram muito positivas. Os meus pais não entenderam a necessidade de fazer parte de um projeto desta natureza, argumentaram com a insegurança, criminalidade da favela, distância do país, tempo que íamos estar sem nos ver, etc. Um sem fim de argumentos que agora já nem me lembro. O meu pai perguntava-me todos os dias se eu já tinha desistido. Os nossos amigos chamavam-nos doidas, recordo-me que só duas pessoas me encorajaram. Não é fácil persistir e levar avante uma ideia quando tens “o mundo” contra ti. É nesta fase que é preciso ter força, por isso se vem da tua alma a vontade de fazer parte de um projeto desta natureza, persiste, insiste e nunca desistas. As dúvidas vêm, mas mantém-te firme que tudo sempre, se resolve pelo melhor.

Os homens são animais de hábitos e como tal, um mês depois da comunicação da notícia, os que comigo convivem, já se tinham habituado à ideia.

A ajuda do Para Onde? foi muito importante nesta fase em que nos surgiram imensas dúvidas. Sempre solicitas, respondiam aos e-mails com celeridade e tiveram imensa paciência connosco dada a quantidade de perguntas que fizemos.

A data chegou e no dia 01/05/2017 eu e a Andreia partimos para o Rio de Janeiro. Fomos acolhidas pela ONG local e depois de instaladas fomos fazer uma tour pela Favela. Eu conhecia bem aquela paisagem, mas viver lá… isso eu não sabia como era.

A minha história não se faz só de aspetos positivos, houve dificuldades, houve dúvidas se teríamos feito uma boa escolha, houve frustração inicial e tivemos problemas logísticos. Mas no fim da história … isso não foi muito importante. Ficou definido após reunião com a presidente da ONG que eu e a Andreia ficaríamos a fazer trabalho de manhã na creche e a tarde no reforço (o que em Portugal denominamos ATL).

Acreditas em amor à primeira vista? Foi isso que aconteceu connosco quando entramos na escolinha. As crianças são o melhor do mundo mesmo, e ainda agora consigo sentir os abraços os beijos e as gargalhadas de cada um deles. Tem noites que ainda sinto as mãos de algumas delas enroladas nas minhas. E eu? O que tinha para lhes dar além da minha presença? O princípio da ação e reação é infalível e quando tu recebes amor, dás amor. Tenho a certeza absoluta que não há amor mais genuíno que aquele, totalmente desinteressado cheio de ternura e com uma pitada de inocência, tão característica das crianças. Na escolinha aquilo que fazíamos era dar amor e dar uma ajuda às educadoras quando era necessário, fosse na hora do lanche, limpar os espaços, dar apoio nas várias atividades que os meninos tinham durante a manhã, enfim, fazer o que fosse necessário. Como diz a Andreia: “Por uns instantes, fecho os olhos e ouço a voz de cada um deles a chamar tiaaa”.

Na casa onde decorriam as atividades de reforço e alfabetização o nosso trabalho era de partilha, presença e disponibilidade com os jovens e adolescentes e preparação do lanche que a ONG distribuía gratuitamente a todos os alunos. A nossa presença era muito importante no sentido em que conseguíamos atrair aqueles jovens para conversas sobre o mundo, o país de onde vínhamos, as nossas profissões e um sem fim de temáticas que faziam os faziam abstrair-se da sua realidade. Sentia-me muito bem lá, mas o meu coração já bem molinho, derreteu quando uma das meninas me disse: ”Tia, eu amo você”.

Eu não gosto muito de despedidas, causa-me aperto, desconforto. Então saio sempre sem fazer muito barulho. Foi assim na Rocinha também. Falamos com os mais crescidos que estávamos de partida, trocámos contactos, despedimo-nos dos meninos com o olhar e pensamento na certeza que era só um “até já”.

Dias de trabalho com crianças e jovens, segundas-feiras à noite de samba, fins-de-semana de passeio, últimos 3 dias de praia, tudo isto sobre o olhar atento do Cristo que lá do alto tudo via, tudo sabia e nos abençoava todos os dias.