A experiência da Ana Sofia na Catalunha

Embarquei, nesta aventura até à Catalunha, com o entusiasmo e ansiedade de quem tem pela frente o desconhecido, mas consciente da responsabilidade do que é ser voluntária. Agora, restam-me as memórias de duas semanas incríveis. Da rotina ali vivida. Do despertar bem cedo para preparar o dia para as nossas crianças que, a cada manhã, chegavam à escola com energia para dar e vender, diziam-nos, a alto e bom som, “bon dia” ou “buenos dias” e logo queriam fazer mil e uma coisas em simultâneo.

Recordo, todos os puzzles, recortes, pinturas e “obras de arte” que fizemos em conjunto, mas, também, as idas à piscina, as gincanas ou os jogos no parque que já não me entretinham desde a minha infância. Era cansativo, de facto. Mas tudo compensava com os seus sorrisos e abraços. O final do dia, já sem crianças, reservávamo-lo para o nosso convívio entre voluntários. Cada um com a sua nacionalidade e com muito para partilhar, desde costumes, idiomas, receitas. Em grupo, descobrimos a cidade de Girona, o seu centro histórico, as tradições, os restaurantes e bares e, sobretudo, o orgulho que se fazia sentir pelos habitantes locais. Viajámos, também, até às agradáveis praias de Costa Brava e a, já conhecida, Barcelona.

Enfim, levo desta aventura o carinho de cada membro da minha equipa, os momentos fantásticos que compartilhamos e, acima de tudo, a alegria de todas as meninas e meninos que conheci e de quem já tenho muuuitas saudades. Com certeza, muitos mais voluntariados esperam-me por esse mundo fora!

 

A experiência da Juliana na Dinamarca

Estas 2 semanas, passadas com uma comunidade auto-sustentável, na região de Fyn na Dinamarca foram incríveis!
Pela primeira vez viajei completamente sozinha, pela primeira vez não criei expectativas, queria ir e ver, ir para conhecer, para ajudar e principalmente para aprender e consegui fazer tudo isso!

Durante as 2 semanas (que passaram a voar) houve tempo para fazer de tudo. O dia começava em grupo, sempre com uma alegre banda sonora por volta das 7:20h para o trabalho começar por volta das 8:30h. Estivemos a reconstruir a casa comum de uma comunidade auto-sustentável, casa esta do séc. XVIII. Desde telhados, paredes, madeiras, limpezas, pinturas o nosso grupo ajudou em tudo o que conseguia. Havia trabalhos na horta e arranjamos também uma vedação para as ovelhas. Trabalhávamos até às 15:30h e todos os dias havia 2 voluntários a ajudar na cozinha, já que o jantar era feito em conjunto com a comunidade, tarefa muito divertida.

 

O tempo livre era isso mesmo, mas nós escolhíamos passá-lo em grupo, a partilhar experiências e costumes, a jogar a conversar ou até ir à praia de bicicleta, as paisagens eram maravilhosas assim como todos os voluntários! Estranho como um grupo de desconhecidos que vêm desde a Correia do Sul, Taiwan, passando por toda a Europa e acabando nos Estados Unidos, em alguns dias partilham opiniões, ajudam-se uns aos outros e acima de tudo se tornam amigos. Foi assim!!

Agora ficam todas as histórias para contar, todos os amigos do mundo que quero visitar e toda a vontade de repetir!

 

A experiência do Tiago na Tailândia

Hoje sou grato ao caminho que tenho percorrido, por me trazer mais uma oportunidade em que me pude encontrar com a beleza mais um pouco. Gratidão por aqueles momentos. Por ter estado ali, pelo ar que se respira, pelos grilos que se escutam, pelos pirilampos que acendem a escuridão, pelas pessoas com quem nos conectamos e se abrem a nós, pelo céu e pela lua, ao sol.

Chega-se a Kok Sai por caminhos asfaltados no meio da deusa selva que se impõe por todos os recantos, avistam-se montanhas que nos rodeiam e tudo o resto é verde. Entramos na vila e logo somos acolhidos em Amor, com um simples sorriso que se sente no olhar de cada criança e cada velho aldeão.

A vida é Bela… “Life is Beautiful!”, é o Lema deste Campo de voluntariado. Estas palavras que recebo do coordenador deste campo, foram uma das primeiras interações que teve comigo. Agora enquanto escrevo já à noite, diz-me que teria sido eu a proferir tais palavras, a inspirá-los através da minha carta de motivação. Já nem me lembrava muito bem, e ele mostra-me a inscrição do lema nas costas da sua T-shirt. Incrível! Lindo! que honra, que gratidão.

Somos acolhidos como libertadores, salvadores, homens e mulheres de honra. Em casa do chefe da vila dão-nos as boas vindas com um convite para nos sentarmos e pormos a mão na massa literalmente. Não é uma ajuda, não é um ensinamento, não é uma actividade organizada e planeada, é apenas a partilha de um momento tão normal nos dias destas gentes, e tão tão especial para nós voluntários de várias partes do mundo. Em círculo e à volta das mulheres aprendemos a fazer Kanom-Ta, um doce tradicional de côco, farinha de arroz pegajoso e açúcar de cana. Enrola-se numa folha de bananeira e vai ao fogo de uma fogareiro de barro a coser. Mãos na massa, dedos no óleo e enrola-se com todo o jeitinho e amor.

A comunicação com as crianças não é fácil para nós voluntários porque a barreira linguística é imensa. No entanto o som, a presença e a expressão corporal, em cada gesto a força da intenção para fazer chegar a mensagem, sorriso a acompanhar e o espírito da brincadeira, são elementos essenciais para que a comunicação seja eficaz. É maravilhoso como cada gesto e som os cativa com naturalidade. Querem mais e mais e não se cansam.

Energia, energia e mais energia, sente-se! Dá-se! Partilha-se! Cresce, cresce e é insaciável. Deste sentir de que começará sempre um novo dia, uma nova hora, um novo segundo, chega Amor. Somos mais simples, mais puros, mais conectados, mais sentimentalistas, mais espiritualistas, mais verdadeiros, mais saudáveis. Aqui dá-se sem querer em troca. Tendo-se pouco dá-se do coração, e não é o que se tem fora mas o que se leva dentro para todo o lado. E não se está à espera que os outros recebam, dá-se, oferece-se, uma vez e outra, insiste-se, porque se quer tanto. E levam dentro o futebol, a terra, as águas, as cascatas e as fontes de água quente, as motos e os amigos, os dons, esses, são diferentes e iguais ao mesmo tempo.

Quem passa já nos sorri, já nos acolhe. Uma casa cheia de crianças, nem por acaso a casa de uma tal senhora que já me havia pedido para a ir visitar, e a uma das crianças, um rapaz especial, uma criança a qual uma grande parte do mundo a vê como portadora de uma deficiência. Pão de forma, leite condensado e assim vai alimentando com amor as 7 ou 8 crianças que por ali em volta brincam juntas. Brincam a jogar à bola. O menino especial, brinca sozinho ou com o seu irmão mais novo que o desafia. Ele sorri, e sorri profundamente com o seu olhar doce, mas a magia acontece quando embarca em gargalhadas que percorrem o seu corpo dos pés à cabeça e o faziam olhar o céu com esta felicidade.

Caminha-se mais um pouco, sempre rodeado de crianças que vêm atrás de nós sem hesitar, que sabem que fazemos parte deles já, do seu mundo, e nos encantam a entrar, molha-se os pés no rio e mais à frente um simpático grupo de senhoras mais velhas que ali se juntavam numa pequena barraquinha de vender comida artesanal à beira estrada, ficam intrigadas na minha passagem. Como sempre o sorriso é fácil. Vendem banana frita e chaiang (chá com leite
condensado). Na mistura do encanto, simpatia e humildade, mas no despertar da sua curiosidade e pura inocência convidam-me a sentar, servem-me chaiang e banana frita, um saquinho cheio, e ficamos à “conversa”. Uma ou outra senhora sabem algumas palavras de inglês e eu tento aplicar e melhorar a pouca quantidade do tailandês que sei.

“Ting Plá!” gritam um pequeno grupo de rapazes. A tradução serve como “vamos atirar nos peixes”, e neste entusiasmo que cresce de me terem encontrado, querem juntar-se ao seu divertimento, que no fundo não é nada mais nada menos que caça submarina de uma forma muito ancestral, usando máscara de mergulho do tempo do Jaques Coustou e uns espigões de metal com um elástico numa das pontas que serve de fisga. E lá vamos nós tal e qual me recordo na minha infância e adolescência, 3 numa mesma moto, em busca de pescaria. Sem sequer pestanejar, desafio-me a tudo o que me propõem. Quero recordar e manter em mim essa sensação de liberdade, a paz e a energia inesgotável que se fortalece no brincar. Sempre dedicados a fazer algo acontecer.

À noite uma surpresa de perdurar o olhar. Estrelas que cintilam em plena terra, pisca-pisca sem parar no chão e nas copas das árvores. Pirilampos por todo o lado brindam-nos com a sua fantasia, como fadas espalham o seu pó mágico em cada recanto, e a paz vem sobre o sono de cada um.

Estou a aprender o verdadeiro sentido da palavra “Comunidade”. Num lugar onde não existe uma hierarquia definida. Existem líderes sim, homens de sabedoria e com experiência de vida que se juntam e discutem, partilham e formatam ideias para dar origem a acções conjuntas. Equipas de trabalho divididas pelas capacidades e cometerias de cada indivíduo. Segurança, construção educação (aqueles que se encarregam das crianças), as mulheres da casa ou homens da religião.

Jogos, pé descalço, jogar futebol no recreio à chuva, ficar molhado da cabeça as pés, sujar-me, cantar, valorizar e ser valorizado, criar sempre algo com um sorriso e deixar o sorriso no ar aconteça o que acontecer, ser, apenas ser, apenas a simplicidade de existir e deixar as emoções correrem e falarem, voltar a ser criança. É nesta simplicidade que todos deveríamos viver nas nossas vidas, em autenticidade, em respeito, em confiança, em partilha, em comunidade, em verdade, em Amor.

Será possível que sejamos todos músicos, cantando no caminho da vida? Cada qual com a sua voz, ou instrumento, com a sua nota ou tom, de cordas ou sopro, de ritmo ou melodia? E se sem quaisquer pautas ou partituras pudéssemos formar a mais linda harmonia, apenas sentindo o outro? Na mais pura conexão, na verdade, nessa mais pura energia de união que é o amor.

Talvez não tenhamos escolhido estar aqui. Talvez não se termine esta jornada assim. Talvez seja apenas mais um pedaço de caminho que se conecta com a alma em nós para que possamos sentir um pouco mais. Absorver e dar esse néctar de cada um a beber.

A Vida é Bela sim! mas é um Mistério. Quero sentir a beleza deste mistério. Quero partilhá-la com o mundo. Quero voltar a ser criança e sorrir a toda a hora, partir na aventura e descobrir, pé descalço e saltar de rocha em rocha, ser em comunhão com os outros, frágil e vulnerável ao mesmo tempo. Quero ouvir a música tocar. Grato por partilhar este pedaço de caminho com todos vós, meus queridos amigos voluntários, crianças, aldeões, velhos, homens e mulheres, partes de mim. Até já!

 

A experiência da Andreia na Hungria

O meu primeiro projecto de voluntariado foi na Hungria, numa vila com o nome Badacsonytomaj, durante 2 semanas. Esta pequena vila fez com que esta aventura começa-se logo mal aterrei sozinha em terrenos Húngaros. Tinha que apanhar 1 autocarro, 2 metros e 1 comboio para conseguir chegar lá e, como as pessoas na Hungria não falavam maioritariamente inglês mas sim húngaro ou alemão, apesar de darem o seu melhor não conseguiram ajudar significativamente esta rapariga desorientada, mas lá consegui! Pelo caminho encontrei mais 2 voluntárias do meu projecto e ao longo do dia o grupo foi-se reunindo, sendo que com um jantar às 18h (17h daqui, muito estranho!) trocamos as nossas expectativas e medos para o workcamp.

Durante as duas semanas levantávamo-nos às 6/6:30 da manhã para às 7h nos apresentarmos ao trabalho. Durante o caminho comíamos 2 fatias de pão com manteiga, linguiça e paprica, algo que também não era normal comer mal acordava! Realizamos diferentes tarefas como a pintura de uma cerca (foi difícil ver o fim mas acabamos em um dia e meio o que a organização esperava que demorássemos 5 dias!), limpeza da praias, limpeza de caminhos junto à estação de comboios e pintura de estruturas da praia. Acabamos por só trabalhar 2 horas por dia sendo que no restante tempo da manhã iamos para o jardim de infância brincar com as crianças. Foi aqui que eu conheci a Kata, uma menina que realmente me tocou o coração e que me fez chorar muito no último dia. Os abraços, as corridas, os sorrisos, os beijos apertados e os gritos de “Andlea!!!” ou “Yes! Yes! Yes!” nunca serão esquecidos por mim.

Nos tempos livres tínhamos sempre a praia com a vista incrível do lago e montanhas para descontrairmos mas também visitamos algumas vilas próximas, fomos ao mercado, a um festival de arte, pedimos boleia para a cidade mais próxima, vimos estrelas cadentes e nadamos ao luar… Foram realmente estes momentos que fizeram o Badagang se tornar unido! Claro que nem todos os momentos foram bons e nesses acabamos por gritar juntos e terminar com um abraço de 11 pessoas, era tão bom que depois não queríamos sair dali!

Sem dúvida esta foi uma experiência que marcou o meu verão e que marcará os próximos porque agora só penso no quão maravilhosas foram estas 2 semanas e no quanto quero realizar um novo projecto no próximo ano! Este foi apenas o começo de uma vida de voluntariado! Aconselho mesmo a todos, não tenham medo porque vale tanto mas tanto a pena este arriscar!

A experiência da Delfina na Ilha da Boavista, Cabo Verde

Cheguei da Ilha da Boavista, Cabo Verde, há uma semana. Andei estes últimos dias a digerir o que vivi. Quando sai de Portugal ia com muito entusiasmo mas com poucas expectativas. Ainda bem!!

 

Muita coisa me surpreendeu, desde a dificuldade em entender as crianças (falam essencialmente o crioulo) até à dificuldade em liderar crianças que têm uma cultura nova para mim. As actividades que levava “na manga” transformaram-se noutras brincadeiras bem diferentes.

 

 

Tudo importou, e muito, para a minha aprendizagem. Mas, o que, de verdade, mais fica, o que importa mesmo, são os sorrisos cheios das crianças, a cada dia que passava mais abertos. Guardo todos os sorrisos, brincadeiras e aprendizagens no meu coração.

 

 

Os colaboradores da Associação foram sempre muito simpáticos. Quero estar ligada a esta associação para sempre :)

Sem dúvida, uma inesquecível experiência que adorei! Vim muito mais rica. Grata pela oportunidade Para Onde!!

 

A experiência da Helena na Croácia

Kuterevo foi uma experiência mais do que fantástica. Qualquer coisa de outra dimensão. Sinto-me abençoada por ter feito parte do projecto ‘Bear the Peace 2’ com o grupo de pessoas incríveis. Um grupo que se uniu com o propósito de arte e terminou com a lágrima no canto do olho pela indescritível conexão entre todos. Objectivos atingidos. Almas cheias. Cada um de nós uma estrela, todos unidos, uma constelação. Mais uma num céu cheio de cor, em prol da paz.

 

Estar lá representa reduzir o ritmo cardíaco. Aceitar com paciência o ritmo natural das coisas e as exigências de uma vivência em comunidade. ‘Back to basics’ faz sentido na hora que nivelamos a frequência e começamos a fluir nas bases de uma existência sustentável. As dinâmicas são simples, numa organização em que cada um sabe o seu papel e o seu lugar. Há respeito. Nada seria sem isto. Apesar da anarquia aparente, cada espaço individual é respeitado, existe liberdade mas cada um sabe os limites. fronteiras imateriais que só nos fazem perceber o conforto que a paz nos dá.

Tenho nas mãos restos de tinta e no coração todas as experiências que vivi e pessoas que conheci. Levo comigo ‘the Kuterevo Spirit’.

‘Make the peace. Find the peace.’

A experiência da Marta na República Checa

“Mountains don’t meet mountains but human beings do”, disse-me uma pessoa muito especial quando chegou a Hartenberg. Não olhei ou senti esta frase na altura como sinto agora.

A minha experiência foi feita pelas pessoas que conheci. Foi essencialmente o que ouvi, o que senti cada vez que uma criança me dava um abraço, ou me ensinava uma palavra em checo (agradeço o esforço, acreditem, eu era péssima), ou quando em bom som ouvi 23 crianças na língua do meu país a dizer “amizade”.

Em Hartenberg o sonho era de todos, o projecto de um castelo, já não era só do dono, era nosso também, ficou lá pelo menos uma pedra que tocámos. Ficou também uma bandeira de Portugal que trazia comigo, a verdade é, deixei lá uma parte, e trouxe outra comigo. Duas semanas é pouco, vivam muito, quem me dera ter tido mais tempo para dar mais, nada do que dei foi suficiente perante tudo o que recebi (esta é uma certeza que qualquer voluntário tem)!

O que eu trago comigo posso contar com todos os detalhes, as histórias, as pessoas, a beleza natural de Hartenberg, mas tu voluntário, sim tu, tu tens que ir viver por ti próprio. Esta experiência mudou a minha vida, fez-me sentir mais completa. Agora tenho mais uma família, tenho mensagens de crianças que me escrevem, tenho o coração cheio, e acredita futuro voluntário, isto é inexplicável (e eu tentei durante 45 minutos terminar esta frase).

Por isso, vai, vai e tenta acabar esta frase! (Eu fico feliz por não conseguir; ser inexplicável é o que torna isto tão único).

A experiência da Mariana em Arraial d’Ajuda, Brasil

A ida para Arraial D’Ajuda foi um sonho concretizado e não podia ter corrido melhor!

Escolhi Arraial D’Ajuda, pois seria a primeira vez iria viajar sozinha, para outro país e iria estar um mês longe de casa e de tudo o que conhecia, e pelas minhas pesquisas e pelo que ouvia dizer de quem já lá tinha estado, era um lugar simpático, de boa gente, cheio de cor, lindas praias e boa comida. Pareceu-me perfeito para a minha aventura. E foi!

Encontrei assim a Associação com quem fui trabalhar, que me surpreendeu pela sua organização, valores, educação e amor que transmite às cerca de 150 crianças que acolhe diariamente e que me acolheu também a mim, como se ali pertencesse desde sempre. Fiz amigos que sei que são para a vida.

O lema da Associação é algo que se respira diariamente e que se entranha em nós para sempre: “Gentileza gera gentileza. Amor gera amor. Harmonia gera harmonia”.

Todos os meses é escolhido um tema para ser falado, estudado e apresentado. Durante o mês em que estive lá, o tema era “Trabalho” e todas as crianças sonharam com a profissão que gostariam de ter, pesquisaram, com ajuda das educadoras e voluntárias, sobre várias profissões e no final, fizeram uma exposição a fazer lembrar uma Futurália dos pequeninos.

Não há um dia em que não pense no que ali vivi. Sim foi só um mês mas senti que estava em casa, que pertencia aquele lugar. Espero puder voltar lá e reencontrar todas aquelas pessoas que contribuíram para o meu crescimento e realização pessoal e que fazem agora parte de mim. Sem dúvida que foi a melhor experiência da minha vida e parece cliché mas faz todo o sentido dizer que se ganha muito mais do que o que se dá em fazer voluntariado.

A experiência do Vasco na Catalunha

Desde os 18 anos que faço voluntariado. Este ano decidi fazê-lo para além fronteiras. Desde o dia 27 de Junho até dia 11 de Julho estive numa aldeia chamada Hostalric, na Catalunha.

Eu e mais 9 voluntários estivemos durante 15 dias a trabalhar junto a um arqueólogo na preservação e limpeza de uma parte do forte da aldeia. Foi uma descoberta porque é completamente distinto do voluntário que faço em Portugal.

Por isto mesmo foi uma experiência inigualável e que me deixou totalmente preenchido. Não só pelo trabalho (a princípio pensado ser impossível de finalizar em apenas duas semanas) que lá deixámos completo, mas por todas as outras componentes que vêm como consequência desta experiência.

Digo desde já que, só o conhecer pessoas de sítios e backgrounds diferentes num local onde nunca nenhum de nós tinha estado, por si só já é bastante rico. É estar ali durante duas semanas a trabalhar lado a lado para um bem comum com pessoas tão boas e puras. Não há como explicar isto. Só vivendo-o!

Nesta fotografia estávamos prestes a ajudar a servir às mesas durante o jantar da festa local. Foi a actividade certa para interagirmos com pessoas locais que estavam interessadíssimas em saber como estavam a correr as escavações no forte. Não foram só as escavações que nos preencheram durante duas semanas. Houve uma panóplia de actividades super interessantes e divertidas que nos puseram em contacto directo com a cultura e as pessoas de lá.

Ao final destas duas intensas semanas não me podia sentir mais feliz e preenchido do que estou. Foi excelente! E para repetir! Quero aqui deixar o meu agradecimento ao Para Onde? por me proporcionar uma experiência destas. Foi fantástico! Que saudades já… Agora é não parar! Até à próxima!

A experiência da Carolina em Espanha

Pela primeira vez viajei sozinha, para um país diferente, com uma língua diferente, com alguns medos, mas acima de tudo com uma enorme vontade de ir dar um pouco de mim aos outros.

Fazer este voluntariado foi uma aventura e um experiência única que já mais vou esquecer! Descobri que aquilo que muitas vezes consideramos como o mais limitante pode se tornar o mais desafiante! Mesmo com um baixo nível de Inglês e de Espanhol consegui comunicar com os outros voluntários que estavam comigo, é incrível a nossa capacidade de adaptação.

Foram duas semanas cheias de actividades com as crianças, desde idas à piscina, ao rio, ao parque de diversões, ao parque de aventura, mas também cheias de actividades com os voluntários. Uma partilha de culturas, costumes, conhecimentos que me enriqueceram e me fizeram crescer.

Regresso a Portugal de coração cheio com tudo aquilo que ganhei nesta experiência!