A experiência do João na Polónia

O meu nome é João Bacalhau, tenho 18 anos e sou aluno de Economia da Universidade Católica Portuguesa. Este verão decidi aventurar-me sozinho numa experiência de voluntariado no estrangeiro que marcou a minha vida. Parecem cliché estas palavras, mas são verdadeiras, sempre tive o desejo e a ambição de fazer voluntariado, poder dar um pouco de mim aos outros, a uma causa, poder fazer minimamente a diferença se é que isso é possível.

E assim tentei, inscrevi-me no Para Onde e escolhi um projeto que se enquadrasse com os meus objetivos, valores, propósitos e disponibilidade. Estive duas semanas na Polónia, a cerca de meia hora de Varsóvia, em Spisaka, num projeto chamado “Stokrotka”. Antes de vos falar mais sobre este projeto, quero salientar que o Para Onde sempre me deu o total apoio, em termos de logística, de tomada de decisões, de preparação, ou qualquer outra dúvida, estiveram sempre disponíveis e interessados.

Como referi, foi a primeira vez que fui para um projeto desta dimensão sozinho, portanto devem imaginar a ansiedade, o nervosismo, as altas expectativas, tudo isto tem de ser bem gerido e controlado, mas não custa nada e só agradeço ter escolhido este projeto porque regressei a Portugal com uma nova família.

O projeto consistia maioritariamente em organizar atividades desportivas, artísticas e culturais para crianças, ensinar-lhes inglês, envolvermo-nos com elas de modo a conhecer a sua realidade e dar a conhecer a nossa. Mas estas crianças eram especiais, todas são, mas estas foram as que estiveram comigo e as que pude ajudar, desde ciganas, a algumas com deficiências psicomotoras, a outras com graves problemas com pais alcoólicos ou toxicodependentes, crianças que só precisavam de mais atenção e cuidado.

Partilhei uma casa com sete pessoas que não conhecia de lado nenhum, de várias nacionalidades, vivi 24h sobre 24 horas com elas e como vos disse, tornaram-se amigos que levo para a vida. Foi uma mistura de culturas muito
enriquecedora, uma aprendizagem global fantástica.

A conjugação de uma cidade linda, barata, rica historicamente, com um grupo de jovens de diferentes idades, países, mentalidade, foi algo inenarrável. O sorriso daquelas crianças e aquele choro do último dia em que fomos embora são inexplicáveis mas de uma dimensão emocional incrível. Voltei a Portugal de coração cheio e com vontade de fazer muito mais.

Se tiverem oportunidade façam voluntariado!