A experiência da Diana em Zanzibar, Tanzânia

Integrar um projecto com estas características fazia há muito parte das minhas pretensões mais sonhadoras. Nunca pensei que fosse capaz. Até que um dia, e por meio de divulgação das oportunidades em aberto do “Para Onde”, surgiu a minha janela de oportunidade, o momento era o certo, o tempo seriam todos os meus dias de férias daquele ano, só faltava o “sim” da minha entidade empregadora, que não tardou a surgir. E parti.

Encontrei uma família Swahili, uma mama Africa, um papa Africa, a Maria, a Catarina, e a Isa (também elas voluntárias no mesmo projecto). Tudo era diferente, a língua, o tempo, os hábitos, os cheiros, as casas, as roupas. Não havia luxos, água quente ou comida em abundância. Havia sim, a cor de um oceano mais brilhante que já alguma vez vira.

A experiência de fazer voluntariado é certo, enriquece-nos, faz-nos repensar as nossas prioridades, relembra-nos o que é mais importante. Conhecemos pessoas, criamos laços. Tudo é intenso. Mas se tivesse que escolher uma palavra, diria que além de tudo, para mim, foi uma experiência Transformadora. Cresci muito, enquanto pessoa, enquanto filha, irmã, amiga. Aprendi tanto.

Os voluntários não mudam o Mundo, mas deixam a sua semente de modo que um dia estas crianças possam fazer a diferença nos seus países. Eu não mudei o mundo, ou Jambiani sequer, mas sempre que aparecíamos na nossa rua, ela enchia-se de crianças vindas de todos os cantos e recantos, a correr para o nosso colo. Espero que pelo menos elas tenham sentido essa diferença, porque elas são o Futuro. Eu não tenho dúvidas, sou uma pessoa muito melhor depois disto.