A experiência da Ana na Ilha de Santiago, CV

O Tarrafal foi o destino.

Fi-lo para encontrar novos corações e para descobrir ainda mais sobre mim e sobre o mundo. A verdade é que as emoções ainda estão bem despertas e as palavras nunca irão descrever tudo o que o Tarrafal me deu e o que tive o prazer de viver.

Fui para o Tarrafal sem explicações concretas e lógicas. Fui porque senti que tinha de o fazer, de conhecer uma cultura de sentimentos à flor da pele, de encontrar sorrisos apaixonantes, abraços quentes e reconfortantes e de descobrir a verdadeira definição de Amor e Partilha. Fui para conhecer o povo da ‘alegria em pessoa’, o povo dos pikinotis, o povo do funaná e do cotxi po, da cachupa, do futebol de pés descalços, das tranças, da música, das caracas e da festa, do grogo e do pontxi, das fresquinhas, das mangas e das papaias. O povo do Tarrafal.

 

Que bom que foi poder conhecer os sorrisos mais puros e autênticos e sentir os abraços mais sentidos e especiais. Poder dar e receber, aprender e ensinar. Poder disfrutar das ruas do Tarrafal e sentir-me tão segura e tão em casa. Poder dançar e cantar como se não houvesse amanhã. Poder aprender a dar mais valor às estrelas e à lua, ao mar e à vida.

Mesmo guardando uma satisfação inexplicável depois desta minha experiência, não escondo o desejo que tenho de prolongar a mesma por tempo indeterminado. Obrigada à Associação do Tarrafal e à Associação Para Onde por me terem dado a oportunidade de viver um mês de amor e alegria infindável. Um obrigada do tamanho do mundo a todos os que tive o prazer de conhecer e de criar laços inacreditavelmente intensos. Obrigada João, Miguel, Ana, Inês, Laura, Zlatan e Mariana, por me terem proporcionado momentos para a vida.   E obrigada, com o coração a transbordar amor e com um brilho nos olhos inexplicável, aos meus pikinotis. Foram, sem dúvida alguma, dos melhores corações que já conheci.

Fica o desejo de um dia lá voltar e poder abraçar tudo outra vez.